quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A VERDADE SOBRE O NATAL

1. A Origem da Festa do Natal

A festa do Natal teve sua origem na Igreja Católica Romana e desta se estendeu ao protestantismo e ao resto do mundo.

O Natal se introduziu na Igreja durante o século IV proveniente do paganismo.

Sendo que a celebração do Natal foi introduzida no mundo pela Igreja Católica e não tem outra autoridade senão ela mesma, vejamos o que diz a respeito a Enciclopédia Católica (edição de 1911): "A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito... os costumes pagãos relacionados ao inicio do ano se concentram na festa do Natal".

Orígenes, um dos chamados pais da Igreja, reconheceu a seguinte verdade: “... não vemos nas Escrituras alguém que haja celebrado uma festa ou um grande banquete no dia do seu natalício. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram nesse mundo".

A Enciclopédia Britânica (edição de 1946) diz: "O Natal não constava entre as antigas festividades da Igreja... Não foi instituída por Jesus Cristo nem pelos apóstolos, nem pela autoridade bíblica. Foi tomada mais tarde do paganismo".

A Enciclopédia Americana (edição de 1944) diz: "O Natal de acordo com muitas autoridades, não se celebrou nos primeiros séculos da Igreja Cristã. O costume do cristianismo não era celebrar o nascimento de Jesus Cristo , mas sua morte. (A comunhão instituída por Jesus no Novo Testamento é uma comemoração da Sua morte). Em memória do nascimento de Cristo se instituiu uma festa no século IV. No século V, a Igreja Oriental deu ordem de que fosse celebrada para sempre, e no mesmo dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol , já que não se conhecia a data exata do nascimento de Cristo".

Tomemos nota deste fato importante. Estas autoridades históricas demonstram que durante os três primeiros séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o Natal. Esta festa foi introduzida na Igreja Romana no século IV e, somente no século V, estabelecida oficialmente como festa cristã.

2. Como Esta Festa se introduziu na Igreja

A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso de Schaff-Herzog explica claramente em seu artigo sobre o Natal:

"As festividades pagãs das Saturnálias (17 a 24 de dezembro) eram sucedidas pela Brumália (25 de dezembro) e estavam demasiadamente arraigadas aos costumes populares para serem suprimidas pela influência cristã. Essas festas agradavam tanto que a igreja romana viu com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma de sua observância".

3. A Verdadeira Origem do Natal

O natal é uma das principais tradições do sistema corrupto chamado Babilônia e, como tal, tem suas raízes na antiga Babilônia de Ninrode! Sim, data da época imediatamente posterior ao dilúvio!

Ninrode, neto de Cão, filho de Noé, foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico, do sistema econômico do lucro, o qual tem se apoderado do mundo desde então. Ninrode construiu a torre de Babel, a Babilônia original, Nínive e muitas outras cidades. Organizou o primeiro reino deste mundo. O nome Ninrode deriva da palavra "marad", que significa "rebelar". Escritos antigos registram que foi este homem que começou a grande apostasia mundial organizada que tem dominado a humanidade desde tempos antigos até agora.

Ninrode era tão perverso que se casou com sua própria mãe cujo nome era Semírames. Morto prematuramente, sua mãe-esposa, chamada Semírames, propagou a perversa doutrina da reencarnação de Ninrode em seu filho Tamuz. Ela declarou que em cada aniversário de seu nascimento, Ninrode desejaria presentes em uma árvore. A data de seu nascimento era 25 de dezembro. Semírames se converteu na "rainha dos céus" e Ninrode, sob diversos nomes, se tornou o "divino filho do céu".

Depois de várias gerações desta adoração idólatra, Ninrode também se tornou em falso messias, filho de Baal, o deus-sol. Neste falso sistema babilônico, a "mãe e o filho" se converteram nos principais objetos de adoração. Esta veneração da "mãe e do filho" se estendeu por todo o mundo, com variados nomes nas diferentes línguas e nações.

Nos séculos IV e V os pagãos do mundo romano se "converteram" em massa ao "cristianismo" trazendo consigo suas antigas crenças e costumes pagãos e dissimulando-os sob nomes cristãos. Foi quando se popularizou a idéia da "mãe e do filho", especificamente na época do Natal. Os cartões de Natal, as decorações e as cenas do presépio refletem este mesmo tema.

Quem foi criado nesse sistema babilônico tem aceitado essas coisas durante toda a vida e tem aprendido a venerá-las como algo sagrado. Não duvida. Jamais se detém para verificar se estes costumes tem sua origem na Bíblia ou na idolatria pagã.

Assombramo-nos ao conhecer a verdade e, infelizmente, há aqueles que se ofendem ao ouvir a verdade. Porém, Deus ordena a seus ministros fiéis: "Clama em voz alta, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão" (Isaías 58:1).

A verdadeira origem do Natal está na babilônia. Está envolvida na apostasia organizada que tem mantido o mundo no engano há muitos séculos! No Egito sempre se cria que o filho de Ísis (nome egípcio da "rainha do céu") havia nascido no dia 25 de dezembro. Os pagãos em todo o mundo conhecido celebram esta data antes do nascimento de Cristo.

Jesus, o verdadeiro Messias, não nasceu em 25 de dezembro. Os apóstolos e a Igreja primitiva jamais celebraram o nascimento de Cristo nesta data e em nenhuma outra. Não existe na Bíblia ordem ou instrução alguma para fazê-lo. Porém, existe sim, a ordem de observarmos a Sua morte: I Co. 11:24-26: “E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha”.

4. Estamos na Babilônia Sem Sabermos

O Natal é uma festa comercial sustentada pelas corporações e agências publicitárias. O anúncios marketing nos mantém iludidos sobre o "espírito de Natal". A mídia em geral exalta a festividade pagã e seu "espírito". As pessoas crédulas estão tão convencidas, que muitas se ofendem ao conhecer a verdade.

O "espírito natalino" é renovado a cada ano, não para honrar a Cristo, mas para vender mercadorias! Como todos os enganos de Satanás, o Natal também se apresenta como "anjo de luz", algo aparentemente bom.

O Brasil se denomina uma Nação cristã, porém, sem sabermos, estamos realmente na Babilônia, tal como predisse a Bíblia. Apocalipse 18:4 nos adverte: "Sai dela povo meu para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas”.

5. Jesus Não Nasceu em 25 de Dezembro

Quando Jesus nasceu "havia pastores no campo que velavam e guardavam seus rebanhos durante a vigília da noite" (Lucas 2:8). Isto jamais poderia acontecer na Judéia no mês de dezembro. Os pastores tiravam seus rebanhos dos campos em meados de outubro e os guardavam para os proteger do inverno que se aproximava, tempo frio e de muitas chuvas.

A Bíblia prova em Lamentações 2:1 “Como cobriu o Senhor de nuvens na sua ira a filha de Sião! Derrubou do céu à terra a glória de Israel, e não se lembrou do escabelo de seus pés, no dia da sua ira” e em Esdras 10:9,13 “Então todos os homens de Judá e Benjamim em três dias se ajuntaram em Jerusalém; era o nono mês, aos vinte dias do mês; e todo o povo se assentou na praça da casa de Deus, tremendo por este negócio e por causa das grandes chuvas... Porém o povo é muito, e também é tempo de grandes chuvas, e não se pode estar aqui fora; nem é obra de um dia nem de dois, porque somos muitos os que transgredimos neste negócio.”, que o inverno era época de chuvas, o que tornava impossível a permanência dos pastores com seus rebanhos a noite no campo".

"Era um antigo costume dos judeus daqueles tempos levar seus rebanhos aos campos e desertos nas proximidades da Páscoa (em princípios da primavera) e trazê-los de volta para casa ao começarem as primeiras chuvas". (Adam Clark Commentary , vol. 5, pág 370).

É também pouco provável que um recenseamento fosse convocado para época de frio e chuvas: Lucas 2:1 “E aconteceu naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse”.

Qualquer enciclopédia ou outra autoridade pode confirmar o fato de que Cristo não nasceu em 25 de dezembro. A enciclopédia católica o disse claramente. A data exata do nascimento de Jesus Cristo é desconhecida. Isto é reconhecido por todas as autoridades. Se fosse a vontade de Deus que guardássemos e celebrássemos o nascimento de Jesus Cristo, Ele não haveria ocultado esta data.

6. A Biblia Mostra Quando Jesus Nasceu?

Sim, podemos através de alguns detalhes bíblicos, situar cronologicamente o nascimento de Jesus e verificar que o seu nascimento foi o cumprimento de uma das mais importantes festas do Velho Testamento - a Festa dos Tabernáculos.

Jesus Cristo nasceu na festa dos Tabernáculos, que acontecia a cada ano, no final do 7º mês (Tisri/Etanin) do calendário judaico, que corresponde ao mês de setembro/outubro do nosso calendário. A festa dos Tabernáculos ou das tendas, significava Deus habitando com seu povo. Foi instituída por Deus como memorial para que o povo de Israel se lembrasse dos dias de peregrinação pelo deserto em que o Senhor habitou num Tabernáculo no meio do seu povo.

Lv 23:39-44. “Porém aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido do fruto da terra, celebrareis a festa do SENHOR por sete dias; no primeiro dia haverá descanso, e no oitavo dia haverá descanso. E no primeiro dia tomareis para vós ramos de formosas árvores, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas, e salgueiros de ribeiras; e vos alegrareis perante o SENHOR vosso Deus por sete dias. E celebrareis esta festa ao SENHOR por sete dias cada ano; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações; no mês sétimo a celebrareis. Sete dias habitareis em tendas; todos os naturais em Israel habitarão em tendas; Para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o SENHOR vosso Deus. Assim pronunciou Moisés as solenidades do SENHOR aos filhos de Israel”.

Ne. 8:13-18 “E no dia seguinte ajuntaram-se os chefes dos pais de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, a Esdras, o escriba; e isto para atentarem nas palavras da lei. E acharam escrito na lei que o SENHOR ordenara, pelo ministério de Moisés, que os filhos de Israel habitassem em cabanas, na solenidade da festa, no sétimo mês. Assim publicaram, e fizeram passar pregão por todas as suas cidades, e em Jerusalém, dizendo: Saí ao monte, e trazei ramos de oliveiras, e ramos de zambujeiros, e ramos de murtas, e ramos de palmeiras, e ramos de árvores espessas, para fazer cabanas, como está escrito. Saiu, pois, o povo, e os trouxeram, e fizeram para si cabanas, cada um no seu terraço, nos seus pátios, e nos átrios da casa de Deus, na praça da porta das águas, e na praça da porta de Efraim. E toda a congregação dos que voltaram do cativeiro fizeram cabanas, e habitaram nas cabanas, porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Josué, filho de Num, até àquele dia; e houve mui grande alegria. E, de dia em dia, Esdras leu no livro da lei de Deus, desde o primeiro dia até ao derradeiro; e celebraram a solenidade da festa sete dias, e no oitavo dia, houve uma assembléia solene, segundo o rito”.

Em João 1:14 lemos que "Cristo ... habitou entre nós". Esta palavra em grego é skenoo ou tabernaculou; isto é, a festa dos tabernáculos cumprindo-se em Jesus Cristo, o Emanuel (Is 7:14 “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel”) que significa Deus conosco. Em Cristo não se cumpriu somente a festa dos Tabernáculos, mas também a festa da Páscoa, na Sua morte (Mt 26:2 “Bem sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado”). (I Co 5:7 “Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”) e a festa do Pentecostes, quando enviou o Espírito Santo sobre a Igreja (Atos 2:1 “E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar”).

Vejamos nas Escrituras alguns detalhes que nos ajudarão situar cronologicamente o nascimento de Jesus:

- Os levitas eram divididos em 24 turnos e cada turno ministrava por 15 dias. (I Cr 24:1-19 - 24 turnos X 15 dias = 360 dia ou 1 ano).

- O oitavo turno pertencia a Abias (I Cr 24:10 “A sétima a Hacoz, a oitava a Abias”).

- O primeiro turno iniciava-se com o primeiro mês do ano judaico (mês de Nisã ou Abibe - Ex12:1-2; Dt. 16:1; Ex. 13:4)
Comecemos por Zacarias, pai de João Batista. Ele era sacerdote e ministrava no templo durante o turno de Abias (Lucas 1:5,8,9 “Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel... E aconteceu que, exercendo ele o sacerdócio diante de Deus, na ordem da sua turma, segundo o costume sacerdotal, coube-lhe em sorte entrar no templo do Senhor para oferecer o incenso”).

Terminado o seu turno voltou para casa e, conforme a promessa que Deus lhe fez, sua esposa Isabel, que era estéril, concebeu João Batista (Lucas 1:23-24 “E sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para sua casa. E, depois daqueles dias, Isabel, sua mulher, concebeu, e por cinco meses se ocultou, dizendo”). Portanto João Batista foi gerado no fim do mês Tamuz ou início do mês Abe. Agora um dado muito importante: Jesus foi concebido seis meses depois.

(Lucas 1:24-38 “E, depois daqueles dias, Isabel, sua mulher, concebeu, e por cinco meses se ocultou, dizendo: Assim me fez o Senhor, nos dias em que atentou em mim, para destruir o meu opróbrio entre os homens. E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria...”).

Portanto, Jesus foi concebido no fim de Tebete ou início de Sebate.

Vistos esses detalhes nas Escrituras, chegamos a conclusão que João Batista foi gerado no fim de junho ou inicio de julho, quando Zacarias voltou para casa após seu serviço no templo. Jesus foi concebido seis meses depois, no fim de dezembro ou início de janeiro. Nove meses depois, no final do sétimo mês (Tisri/Etanin), setembro no nosso calendário, quando os judeus comemoravam a festa dos Tabernáculos, Deus veio habitar com Seu povo. Nasceu Jesus! Deus tabernaculou com seu povo. Nasceu o Emanuel. Deus habitando conosco.

Diante de tudo isso, temos claro da parte de Deus e da própria história secular a origem do natal e de seus objetos (árvore de natal, guirlanda, presentes, presépio, Papai Noel etc.).

A Igreja, nestes dias de restauração, tem que renunciar a essa cultura que nos foi imposta e pregar que Jesus não está indefeso numa manjedoura, mas que nasceu, cumpriu todo o propósito de Deus, morreu, ressuscitou e hoje reina sobre e através da Igreja pelo poder do Espírito Santo, que está em nós que O confessamos e O temos como Senhor de nossas vidas.


OS SIMBOLOS DO RITUAL PAGÃO

7. Árvores São Altares Pagãos

No ocultismo ou nas religiões orientais, os espíritos dos antepassados são invocados por meio de uma árvore. A árvore de Natal é um ponto de contato que esses ‘deuses’ gostam. Todo feiticeiro sabe disso, menos a igreja. Quem tem uma árvore de Natal está legalizando a entrada de guias, orixás e caboclos. Os ocultistas crêem que as pessoas são energizadas através das árvores. Nenhum crente coloca conscientemente em sua casa um trono a Baal. O diabo trabalha com ocultismo, por isso muitas de suas insinuações são encobertas, ocultas.

A Enciclopédia Barsa, diz que “A árvore de Natal é de origem germânica, datando do tempo de São Bonifácio. Foi adotada para substituir os sacrifícios ao carvalho sagrado de Odin, adorando-se uma árvore, em homenagem ao Deus-menino Ninrode, originário da antiga Babilônia”.

A árvore de Natal é um símbolo de consagração, é uma fábula de chamamento de adoração a deuses babilônicos. Os babilônicos consagravam uma árvore aos pés dos deuses e a levavam para casa como aprovação desses mesmos deuses; era o símbolo do deus dentro de casa, porque não se podia fazer a réplica da imagem.

Esta árvore estava relacionada a um pinheiro. A música natalina diz: “Pinheirinhos que alegria, sinos tocam noite e dia, é natal que vem chegando, vamos pois cantarolando.” O pinheiro faz parte de um ritual de adoração a Ninrode e a Semírames. Com a árvore de Natal dentro da nossa casa estamos ressuscitando um trono babilônico, dando legalidade para demônios agirem.

Porque os costumes dos povos são vaidade; pois cortam do bosque uma árvore, obra das mãos de um artífice, com machado; com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e martelo o fixam para que não oscile” Jeremias 10:3-4.

O restante do capítulo mostra a dura exortação que Deus dá ao Seu povo. Por quê? Porque trouxe para dentro de casa um costume de povo pagão. Essa árvore, segundo o texto, vira um ídolo.

Os seguintes textos trazem luz sobre esse assunto: “Fez Judá o que era mau aos olhos do Senhor; e, com os pecados que cometeram, o provocaram a zelo, mais do que fizeram seus pais. Porque também os de Judá edificaram altos, estátuas, colunas e postes-ídolos no alto de todos os elevados outeiros, e debaixo de todas as árvores verdes” (I Reis 14:22-23).

Destruireis por completo todos os lugares, onde as nações que ides desapossar serviram os seus deuses, sobre as montanhas, e sobre os outeiros, e debaixo de toda árvore frondosa; deitareis abaixo os seus altares e despedaçareis as suas colunas e os seus postes-ídolos queimareis a fogo, e despedaçareis as imagens esculpidas dos seus deuses e apagareis o seu nome daquele lugar” (Deuteronômio 12:2-3).

Os filhos de Israel fizeram contra o Senhor seu Deus o que não era reto; edificaram para si altos em todas as suas cidades, desde os atalaias dos vigias até à cidade fortificada. Levantaram para si colunas e postes-ídolos, em todos os altos outeiros, e debaixo de todas as árvores frondosas” (II Reis 17:9-10).

Sacrificam sobre o cume dos montes, e queimam incenso sobre os outeiros, debaixo do carvalho, dos choupos e dos terebintos, porque é boa a sua sombra; por isso vossas filhas se prostituem e vossas noras adulteram” (Oséias 4:13).

Não estabelecerás poste-ídolo, plantando qualquer árvore junto ao altar do Senhor teu Deus que fizeres para ti” (Deuteronômio 16:21).

A Bíblia está nos colocando em degraus de revelação. Não podemos manter uma mentira dentro de nós. A história conta que Ninrode teve uma relação com Semírames, sendo que Semírames era a mãe de Ninrode. Deste incesto nasceu Tamuz, e Semírames continuou virgem. Vocês lembram de alguma história parecida com esta? Para quê Tamuz nasceu? Para dizer que sua família estava florescendo como o deserto floresceu. Queria aparecer como flores dentro da sua casa, como se fosse sinal de vida. Assim como eles parecem que morrem, mas ressurgem, assim eles ressurgem dentro das nossas casas. O que um deus pagão pode oferecer a um cristão?

8. Velas Cerimoniais

A vela é um ritual pagão dedicado aos deuses ancestrais; a vela acendida está fazendo renascer o ritual dos solstícios, mantendo vivo o deus sol. Dentro das escolas que estudam o paganismo as velas são chamadas de demônios; é a simbologia de manter os demônios vivos. As velas não têm relação alguma com as luzes do candelabro judaico – Menorah. As velas consagradas a demônios são de base perigosa. Estamos nos referindo às velas dos rituais profanos. Não devemos generalizar ou cair no fanatismo. Você não precisa deixar de usar velas, quando necessário, para alumiar ambientes, ou como decoração, mas as velas produzidas para rituais trazem em si uma consagração demoníaca.

9. Guirlandas: Coroas de Consagração

São memorial de consagração. Podem ser entendidas como enfeites, oferendas, ofertas para funerais, celebração memorial aos deuses, à vitalidade do mundo vegetal, celebração nos esportes, celebração das vítimas que eram sacrificadas aos deuses pagãos. Para tudo isso serviam as guirlandas. Essas coroas que colocávamos nas portas da nossa casa significam um adorno de chamamento e legalidade de entrada de deuses. Elas ficam nas portas porque são as boas vindas, lugar de entrada.

São um símbolo relacionado ao deus Apolo, trazem honra a Zeus, homenageiam a Demeter que em latim é Ceres, ou seja, Semírames, a mãe de Tamuz, mãe e esposa de Ninrode. Era um cerimonial oferecido a Ninrode, Semírames e Tamuz. E onde elas estão? Na porta das casas, das lojas, dos consultórios. No Egito aparece como Ísis e Osíris, na Índia como Isva e Isvra, na Ásia como Cibele e Dionísio, em Roma como Fortuna e Júpiter, na Grécia como Irene e Plutos, e na Babilônia como Semírames e Ninrode; todos eles exigiam as guirlandas. Aparecem também como sinal de reverência a Frígio da agricultura, ou seja, Sabázio, um deus a quem os alimentos são consagrados.

Não há uma só conotação em relação ao nascimento de Jesus. A Bíblia nunca anunciou que Jesus pede guirlandas, ou que tenha recebido guirlandas no seu nascimento, porque em Israel já era sabido que fazia parte de um ritual pagão. Só existe uma guirlanda na Bíblia e esta foi feita por Roma, para colocar na cabeça de Jesus no dia da sua morte. Não há outra guirlanda, a não ser esta de espinhos, feita como símbolo de escárnio.

10. Presépio: Altar a Baal

O presépio é um altar a Baal, consagrado desde a antigüidade babilônica. É um estímulo à idolatria. Adotado no séc. XVIII pelos líderes da Igreja Católica, visando lembrar as festividades natalinas, mas na verdade são uma convocação que leva o povo a ficar com a fé limitada ao material, ao que é palpável. Está relacionado diretamente com os rituais solstícios através dos adereços encontrados no presépio que são simbologias utilizados na festa do deus sol.

A história do cristianismo mostra que a influência romana é presente em quase todo o comportamento cerimonial da igreja chamada ‘evangélica’. A igreja evangélica deve viver os princípios do Evangelho, porém se tem mistura, não poderá prosperar.

Vejamos os riscos que estamos incorrendo, e com muita maturidade não permitamos que um trono levantado a Baal esteja dentro de casa. As figuras utilizadas são intencionais. Por esses e outros motivos, temos que tomar posições. O presépio é um altar consagrado, é um incentivo à idolatria, é uma visão pagã.

Seja livre!! Fuja, fuja da idolatria; assim diz a Palavra (I Cor. 10:14-15 e Gal. 5:19-21).

Nas colônias inglesas, nos Estados Unidos, quando os chamados puritanos ingleses chegaram na América do Norte, fizeram tremenda resistência às festividades natalinas e levantaram sua voz em protesto com relação aos objetos utilizados no Natal. Isto porque estudaram as origens e estavam com a fé firmada só em Jesus. Os ingleses paravam nesta data em profunda reflexão intercedendo pela América do Norte e pelas nações da Terra, clamando por misericórdia por terem inserido o paganismo no meio do Cristianismo e neste dia faziam orações e jejuns, por entenderem que os presépios eram altares consagrados, um incentivo à idolatria.

Quando os imigrantes holandeses chegaram à América do Norte, por terem tendências de viverem por símbolos e conservarem com muita veemência o “espírito natalino”, trabalharam até resgatar as idolatrias do Natal. Hoje a América do Norte é uma das nações mais inclinadas às tão famosas festas natalinas. Houve um resgate dos presépios não só dentro da sociedade secular, como também da eclesial.

Hoje no Brasil, a abertura do Natal é feita com uma famosa “Missa do Galo” que envolve nada mais que plantonistas relacionados ao resgate da identidade pagã. Por quê? Porque a missa é celebrada diante de um presépio, um altar consagrado, cujas figuras estão relacionadas com Babilônia e não com a realidade do Evangelho. Isto parece simples, mas é sério. É a sutileza do inimigo querendo prender, inoperar a fé cristã. Vamos resgatar as nossas origens cristãs!

11. Papai Noel: Um Idolo Que Mobiliza Multidões

Papai Noel não é um santo, é um ídolo. Você só tem um papai que é Deus. Não podemos receber Noel no lugar de Deus! Nós só temos um Pai espiritual. Milhões de pessoas nessa época natalina chegam a cantarolar “...eu pensei que todo mundo fosse filho de papai noel...”

A Enciclopédia Britânica diz que São Nicolau, era um bispo católico de Mira no séc. V e que se tornou num santo venerado pelos gregos e latinos em dezembro... Conta-se a lenda segundo a qual ele presenteava ocultamente três filhas de um homem muito pobre, dando origem ao costume de dar presentes em secreto na véspera do dia de São Nicolau (6 de dezembro), data que depois foi transferida para o Natal.

Daí a associação do Natal a São Nicolau. Esta figura foi canonizada para roubar a adoração. Qualquer ídolo está relacionado a vaidade. O objetivo principal das trevas é arrancar a nossa visão de Cristo e trazer figuras de substituição, fazer crescer no coração do povo uma visão errada do que é Reino de Deus.

Como alguém pode aceitar uma estória que fala sobre um velhinho que sai numa noite só por todo o mundo, de casa em casa, entregando presentes? E se você sabe que Papai Noel não existe, que é só brincadeirinha, por que faz tudo o que exige o ritual do Natal? Por que ilude crianças com essa estória? Por que permite que uma mentira se torne realidade em sua casa? “Como o louco que atira tições, flechas, e morte, assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: fiz isso por brincadeira” (Pv. 26:18-19).


CARACTERÍSTICAS DAS FESTAS DO SOLSTÍCIO

12. Troca de Presentes: Eternizando Pactos

O ritual nórdico exigia que eles fossem para as montanhas de madrugada e lá chorassem em sacrifícios. Esperavam os primeiros raios de sol da manhã e entregavam presentes uns aos outros, em adoração, dizendo: ‘que você jamais esqueça dos deuses sobre nós’. O presente significa eternizar o pacto, trazer a bênção dos deuses. Tertuliano, teólogo católico, disse que não podia compactuar com essa mentira, o sol nunca pode ser deus, porque o Deus dos cristãos foi aquele que criou o sol.

13. Ceia do Natal: Glutonaria

Um grande banquete deveria ser feito. A glutonaria era tão estimulada nessas festas que já existia um lugar reservado para vomitar. As pessoas comiam, comiam, vomitavam e voltavam a comer. O que acontece hoje? Todas as famílias têm que fazer uma ceia. E por que comer e beber? Porque é sinal de aliança. O banquete dos solstícios tinha início à meia noite. A que horas começa a ceia do Natal? Meia noite também. Celebrar o Natal com banquetes é dizer que está fazendo aliança com Talmuz, com Ninrode e os deuses da Babilônia. Não podemos participar da bênção e da maldição. (I Coríntios 10:6-14)

14. Confusão de Identidade

Há uma confusão do verdadeiro objetivo. Noel muda de figura e aparece em fevereiro como Rei Momo; é o mesmo demônio com a mesma raiz. É um ritual onde o prefeito entrega para esse principado a chave da cidade dizendo que naqueles dias ele pode reinar. Declaramos que a herança babilônica de confusão de identidade não vai permanecer na nossa geração. Um dos rituais do Carnaval é mudar a imagem: homens se vestem de mulher, de bichos, mulheres se vestem de homem, etc. Confundem a sua identidade; se vestem de animais misturando a visão da divindade e exaltando a criação, não o Criador. A festa dos solstícios exigia que o homem se transfigurasse e de igual modo as mulheres, trazendo a confusão de identidade, onde o lema era: ninguém é de ninguém. A mesma frase é usada hoje no Carnaval.

15. Exaltação a Deuses

Tudo tem um propósito e as festas pagãs têm o objetivo de adorar deuses falsos. Hoje no Natal qual é o deus que aparece? Um deus impotente, um deus menino. Só que Jesus já cresceu, já morreu, já ressuscitou e vai voltar para buscar sua noiva. Quem está olhando para baixo, contemplando um menino vai estar distraído e não perceberá a volta do Senhor Jesus. É claro que estamos falando de um retrato espiritual.

16. Culto à Sensualidade

A festa dos solstícios tinha a intenção de mostrar a sensualidade dos seus participantes, chamar a atenção pela beleza exposta. As vitrines da cidade hoje não oferecem uma roupa digna de uma festa “religiosa”. Por quê? Porque o ritual da festa exige sensualidade. Infelizmente, esse contexto se faz presente entre nós.

17. Consagração da Orgia Liberada Dentro do Templo

O lema era: carne liberada – sarkós – a sensualidade já tinha sido efetivada e, no altar consagrado aos deuses, eram realizadas orgias sexuais. Eles diziam que era um nível de consagração à fertilidade. A deusa da fertilidade era a deusa casada com o sol, um casamento entre Íris e Osíris. Era a liberação da carne em cem por cento. O princípio era agir pelo curso do desejo, fazer o que quiser. Sabendo que a humanidade iria absorver isso, o paganismo romano casou Jesus com uma imoralidade dessas.

A idéia central do paganismo era incutir na cabeça dos fiéis a idéia de que Jesus era esse sol que tinha chegado.

Tertuliano, um teólogo católico, levantou-se no segundo século e disse: Jesus não é deus sol e o sol não é o deus dos cristãos. O Deus dos cristãos foi aquele que criou o sol; a criatura e a criação não têm poder sobre o Criador.

Por isso protestamos: o Natal está casado com o paganismo. Uma aliança feita entre “Jesus” e o deus sol tem o nosso protesto. Você também pode protestar contra isso.

Augustinho disse: “Claramente afirmo que esse comportamento é herético. Os cristãos não têm a ver com o deus sol e a festa dos solstícios.”

Orígenes disse que “Jesus não é faraó para receber honra natalícia”.

Ele (Jesus) é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda criação; pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas; nele tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, a Igreja. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que nele residisse toda plenitude” (Colossenses 1:15-19).

Jesus criou todas as coisas, inclusive o sol. Ele é o sol da justiça, não o deus sol.

Agora que você conhece a verdade sobre o Natal, renuncie a toda mentira, todo engano e toda contaminação babilônica, egípcia e romana em sua vida. "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" João 8:32

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Homeschooling tramita na Câmara dos Deputados

Amigos,

Recebi pelo twitter a informação de que tramita na Câmara de Deputados projeto de lei sobre homeschooling (o direito dos pais educarem seus filhos em casa e depois serem submetidos a testes, exames e provas para receberem o "grau" formal do sistema educacional). Esse sistema além de ser referenciado biblicamente, pois restitui à família sua função precípua de educar seus filhos, o que foi roubado pela visão totalitária do Estado moderno a que estamos submetidos, restaura o verdadeiro sentido de "sociedade civil" conforme o comentário do autor do texto.

Fidelis Paixão

PS: Aproveito para lhes transmitir a mensagem que recebi de Julio Severo:

"Para quem tiver mais interesse na educação escolar em casa, tenho duas recomendações. O livro De Volta Ao Lar, que pode ser encomendando neste link: http://www.edicoescristas.com.br/produto.php?vitrine=262

E o Blog Escola Em Casa: http://www.escolaemcasa.blogspot.com "


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Importa agora é que você leia o texto abaixo, escrito e enviado por um dos leitores da Dicta, Felipe Ortiz (para quem não se lembra, saudoso autor do blog Alexandrinas, lá dos tempos do Wunderblogs). Ele explica direitinho uma das maiores notícias que a imprensa brasileira não divulgou - o fato de que há uma discussão parlamentar a respeito do homeschooling, conhecido também como ensino domiciliar, motivo de muito polêmica nos EUA e na Europa. O motivo do rebuliço é óbvio: a partir do momento em que os pais decidirem o que seus filhos devem aprender, o Estado perde completamente o poder sobre a consciência futura da nova geração.

(Da minha parte, como se pode notar, sou totalmente a favor do homeschooling. É a única forma de evitar que o seu filho não vire vítima de lavagem cerebral nas escolas públicas e privadas deste país)

Por que a mídia não falou nada sobre isso? Suspeito que estão mais preocupados com a eleição da reitoria da USP, para variar. Entretanto, leiam o relato pois mostra um estado de coisas que só um cidadão digno e cioso de suas liberdades tenta mudar - mesmo com a máquina estatal contra ele. Dizem que só é dessa forma que se começa aquilo que, na prática, era chamado de governo civil.

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“Alguns de vocês provavelmente sabem que estão em tramitação na Câmara dos Deputados dois projetos de lei (PLs) propondo a legalização explícita do ensino domiciliar (ou homeschooling) no Brasil: o PL 3.518/2008, de autoria dos Deputados Henrique Afonso (PT/AC) e Miguel Martini (PHS/MG) e o PL 4.122/2008, de autoria do Deputado Walter Brito Neto (PRB/PB). Por tratarem do mesmo tema, os dois projetos estão passando por aquilo que se chama de “tramitação em apenso”, isto é, estão sendo discutidos e votados simultaneamente.

Detalhes sobre esses projetos podem ser conhecidos nesta página:

http://www2.camara.gov.br/proposicoes/loadFrame.html?link=http://www.camara.gov.br/internet/sileg/prop_lista.asp?fMode=1&Ano=2008&Numero=3518&sigla=PL

A primeira etapa da tramitação dos projetos é o seu exame por um subgrupo específico da Câmara, a Comissão de Educação e Cultura (CEC), composta por 34 deputados. Nessa Comissão, a Deputada Bel Mesquita (PMDB/PA) foi escolhida para ser a relatora do projeto — isto é, coube a ela examinar os projetos e apresentar a seus colegas da Comissão uma exposição a respeito, manifestando ainda a sua opinião pessoal favorável ou contrária à aprovação dos projetos, devidamente fundamentada. Os pareceres dos relatores não são necessariamente acatados pelos membros das comissões, mas na maioria das vezes exercem uma considerável influência prática.

Pois bem: no dia 9 de junho, a Deputada Bel Mesquita apresentou um relatório contrário aos projetos, propondo à Comissão que sejam rejeitados. A Comissão ainda não deliberou sobre o relatório da Deputada; mas, caso o acate, os projetos de lei serão definitivamente rejeitados e a sua tramitação não terá mais seguimento no Congresso. É importantíssimo, pois, para todos aqueles que querem ver o ensino domiciliar legalizado no Brasil, que os membros da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados votem contrariamente ao relatório da Deputada Bel Mesquita e favoravelmente aos projetos aos quais ela se opõe, para que eles possam seguir em frente e continuar sua tramitação no Congresso.

No dia 2 de julho, o Segundo Vice-Presidente da Comissão, o Deputado Lobbe Neto (PSDB/SP), apresentou à Comissão um requerimento solicitando que, antes de tomar uma decisão, os membros da Comissão promovam uma audiência pública, para a qual seriam convidados representantes da sociedade e especialistas em educação. Nessa audiência pública eles poderiam expor aos membros da Comissão, oralmente e em pessoa, seus argumentos e experiências com o assunto, debater entre si e responder às dúvidas dos Deputados. Os cidadãos em geral também poderiam comparecer à audiência pública. O Deputado Lobbe Neto sugeriu que fossem convidadas cinco pessoas para palestrar nessa audiência:

(a) um representante do Ministério da Educação, a ser indicado pelo Ministro Fernando Haddad;
(b) o Prof. Peri Mesquida, pós-doutor em educação pela Universidade de Genebra (Suíça) e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba;
(c) o Sr. Cláudio Ferraz Oliver, escritor, mestre em educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba, e residente nessa cidade;
(d) o Sr. Cléber de Andrade Nunes, designer, residente em Timóteo (MG), pai de dois adolescentes que estão sendo educados em casa por ele próprio e por sua mulher, e atualmente enfrentando ações judiciais que estão sendo divulgadas na imprensa de todo o país; e
(e) o Prof. Luiz Carlos Faria da Silva, doutor em educação pela Universidade Estadual de Campinas e professor da Universidade Estadual de Maringá (PR).

Dentre os cinco possíveis convidados cogitados pelo Deputado Lobbe Neto, espera-se que quatro deles defendam a legalização do ensino domiciliar, enquanto é quase certo que um outro (o representante do Ministério da Educação) critique a proposta. O Sr. Cléber Nunes é notoriamente favorável ao ensino domiciliar e vem suportando uma dura mas heroica luta judicial pelos seus ideais. Quanto aos três professores mencionados, escrevi para eles perguntando sua posição, tendo obtido resposta de dois deles, os Srs. Cláudio Oliver e Luiz Carlos da Silva, que disseram-me ser favoráveis à legalização do ensino domiciliar. Fui informado ainda, por alguém que conhece o Prof. Peri Mesquida, que este também é favorável à legalização.

Quanto ao representante do Ministério da Educação, até o momento as informações de que disponho sugerem que será o Ministro em pessoa, Sr. Fernando Haddad. Ao que tudo indica, é provável que, dentre os cinco oradores, ele seja o único contrário à proposta.

Dessa forma, tudo indica que os adeptos do ensino domiciliar terão nessa audiência pública uma oportunidade muito rara de ver suas propostas defendidas com tempo suficiente e com competência técnica perante os deputados que decidirão a questão.

Acabou de chegar ao meu conhecimento a data e horário em que essa audiência será realizada. Será dia 15 de outubro, quinta-feira, às 10h00 da manhã, na Câmara dos Deputados (a sala exata ainda está por ser definida), em Brasília-DF:

http://www.camara.gov.br/internet/ordemdodia/integras/700646.htm

Como diz o próprio nome, essas audiências são públicas e, portanto, qualquer cidadão tem o direito de comparecer para assisti-las. É muito importante que todos aqueles que têm condições de estar presentes a essa audiência pública compareçam, a fim de prestar seu apoio aos oradores que virão defender o ensino domiciliar e demonstrar aos deputados que há interesse popular no assunto. Esse é um grande momento para a reivindicação do direito ao ensino domiciliar.

Solicito ainda, por gentileza, que divulguem a realização dessa audiência pública entre todos os possíveis interessados.

Atenciosamente,

Felipe Ortiz”

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Câmara de Deputados pode abrir caminho para patenteamento da biodiversidade

Na semana que passou, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara aprovou, por unanimidade, o Projeto de Lei 4.961/2005, que tem como objetivo permitir o patenteamento de substâncias e materiais biológicos (moléculas, genes, proteínas etc.) “obtidos, extraídos ou isolados da natureza”. Acordos internacionais e também a lei brasileira de patentes proíbem essas atividades, que devem ser entendidas como apropriação privada da Natureza. O PL é de autoria do Deputado Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB/SP) e teve parecer favorável do relator Germano Bonow (DEM/RS).

Os parlamentares argumentam que a medida é necessária para atrair investimentos e assegurar o avanço tecnológico na área da prospecção da rica biodiversidade do País. Acontece que a lei em vigor já garante o uso comercial de processos ou produtos derivados do patrimônio genético brasileiro. O que a lei proíbe, acertadamente, é que isso seja feito sob a proteção de monopólios.

Na prática, hoje as patentes são concedidas quanto o requerente demonstra que sua invenção se encaixa nos critérios de “novidade, atividade inventiva e aplicação industrial”. Ao mesmo tempo, não se considera invenção “o todo ou a parte de seres vivos naturais e materiais biológicos encontrados na natureza, ou ainda que dela isolados”. O que faz a proposta é mudar o entendimento que se tem sobre os conceitos de descoberta e invenção a fim de liberar o patentamento de meras descobertas.

Um composto químico extraído de uma planta é uma descoberta, e não uma invenção. O produto já existia na natureza. Já as técnicas para isolar e extrair tais moléculas são invenções, passíveis, portanto, de proteção patentária. O mesmo vale para os genes. Uma sequência genética de um organismo qualquer pode ser descoberta, mas não inventada. O método usado para descrevê-la é uma invenção.

Ainda que um pesquisador ou empresa quisesse patentear essa sequência “inventada”, seria necessário demonstrar que se trata de uma “novidade”. Ou seja, que nenhum outro organismo vivo possui código genético igual.

Diante da impossibilidade dessa tarefa, é mais fácil mudar as regras do jogo. A indústria biotecnológica-química-farmacêutica está de olho na megadiversidade brasileira. Uma molécula extraída da natureza e que virou propriedade de uma Roche ou Monsanto, não poderia ser utilizada por terceiros para o desenvolvimento de um novo fármaco, por exemplo, a não ser mediante pagamento de licenças. Ou seja, colhe-se maiores restrições à pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. Isso mostra que o resultado da manobra é o oposto do que alegam seus defensores.

Não custa lembrar nossa Constituição Federal, que define o meio ambiente (incluindo o patrimônio genético) como bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida. Sua titularidade é difusa porque não pertence a ninguém em especial, mas cada um pode e deve promover sua defesa para benefício de toda a coletividade.

O PL havia sido arquivado em 2005, mas foi retomado nesta legislatura por iniciativa do próprio deputado Thame. Antes de ser votado em plenário, deve ainda ser analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e Constituição e Justiça e de Cidadania. Mas antes disso, para benefício de toda a coletividade, esperamos que novamente a matéria seja retirada de pauta e arquivada.

Fonte: Movimento “Por um Brasil Livre de Transgênicos”

Contato: livredetransgenicos@aspta.org.br

sábado, 5 de setembro de 2009

Entendendo os Ciclos de Deus: chaves para crescer e ser abençoado

Tomo a liberdade de transcrever abaixo um resumo de alguns capítulos do excelente livro "Os Ciclos de Deus", de Robert Reidler, publicado recentemente pela Editora Ministério Ágape Reconciliação. Fiz isso porque creio que estamos vivendo o tempo da restauração das raízes bíblicas da igreja cristã e esse texto nos traz tremendas revelações sobre o calendário de Deus, as festas bíblicas e os "tempos de encontro" com Deus. Uma excelente leitura. Recomendo que adquiram o livro no site da editora.


OS CICLOS DE DEUS
Chaves para crescer e ser abençoado


Deus está levantando um povo profético! Ele está nos chamando para sermos como os filhos de Issacar, homens e mulheres que sejam destros na ciência dos tempos (I Cr. 12:32). Deus quer que entendamos seus tempos para não perdermos as oportunidades que se abrem para nós. Ele quer nos alinhar com seus ciclos de vida para que prosperemos em todas as épocas!

No ciclo natural da vida, diferentes épocas se sucedem, umas às outras. Há épocas de crescimento; outros são períodos de descanso; e outras ainda são épocas de guerra. A vida é uma série de mudanças – um processo de ir do velho para o novo – do chronos (o curso normal do tempo) ao kairós (o tempo oportuno, estratégico, ou o tempo de agora). Há tempos de crescimento, de mudanças, de avivamento. A vida é como uma corrente, com elos interligados. Não compreendendo isso, nossa tendência é desprezar os tempos chronos de preparo, semeadura, crença e perseverança... Não estamos perdendo ou gastando tempo, nós o estamos investindo. E, se agirmos com fé, a mudança ocorrerá.

Quando um tempo de desolação ou seca termina e um novo período de promessa se inicia, esses são os tempos de agora que Deus tem para nós. Em Daniel 9:1-2, vemos um exemplo bíblico em que um período de desolação chega ao fim e um período de cumprimento profético inicia-se. Estando Daniel a ler, de repente entendeu que havia uma profecia, dada muitos anos atrás, e que agora era o tempo em que ela seria cumprida.

Tal como Daniel, nós também precisamos entender a sequência dos tempos de Deus. Temos que saber quando é o tempo de sairmos da nossa desolação e adentrarmos uma nova etapa em nossa vida.

O inimigo tem o maior prazer em interromper o plano de Deus em qualquer uma dessas etapas para que assim o nosso destino não se cumpra. Seu prazer é que percamos o nosso kairós, a oportunidade que o Senhor tem para cada uma das etapas em nossa vida.

Todos nós passamos por um período de deserto, estabelecido por Deus, que é necessário para deixarmos uma etapa e prosseguirmos para a seguinte. Entretanto, podemos prolongar esse período de deserto. Os israelitas foram feitos cativos no seu tempo de deserto por causa da descrença e dureza de coração, ao passo que Jesus resistiu ao diabo em seu tempo de deserto e saiu dele cheio de poder.

A escolha é nossa! Como romper a estratégia de desolação do inimigo e entrar no plano de prosperidade de Deus? Um dos pontos mais importantes é colocar a nossa vida em alinhamento com o ciclo da vida estabelecido por Deus. A Bíblia ensina que Deus opera através de ciclos para abortar o plano do inimigo e estabelecer os propósitos graciosos que Ele tem para a nossa vida.

Vemos em I Crônicas 12:32 que os filhos de Issacar eram homens “destros na ciência dos tempos para saberem o que Israel devia fazer”! Esse é o chamado de Deus para todos nós! Quando entendemos os tempos, adquirimos uma percepção interior que nos levará a prosperar. Aprendemos a por em ordem a nossa vida e seguir adiante para cumprir o nosso destino.

Aprendi a prestar muita atenção ao calendário de Deus. Muitos não compreendem que Deus tem um calendário! Mas ele está escrito – em detalhes – na Bíblia. Ao alinharmos a nossa vida com o calendário de Deus, ficaremos em condições de reconhecer as épocas e os tempos que o Senhor estabeleceu para separarmos para Ele. O calendário bíblico de Deus é a chave para caminharmos na unção de Issacar.

À medida que formos estudando o calendário de Deus, descobriremos que Ele marcou conosco uma série de “tempos de encontro”, a cada ano. Esses tempo de encontro formam o ciclo anual da vida, que tem o propósito de nos levar – ano após ano – a sermos cada vez mais abençoados!

ENTENDENDO OS CICLOS DE DEUS
Êxodo 23:14-17

Um ciclo é algo que dá voltas e segue para um destino. O universo está cheio de ciclos.

Alguns são ciclos de destruição. No universo há muitos ciclos desse tipo. Na natureza há furacões, por exemplo. Outros ciclos de destruição são ciclos de vícios, de pobreza, de descrença e de derrota.

Um clássico exemplo de um ciclo de destruição é encontrado no livro de Juízes. Nele encontramos a nação de Israel presa no ciclo do pecado, mais ou menos assim:

O povo se rebela contra Deus...
Deus permite que seus inimigos apareçam e os oprimam...
O povo arrepende-se e volta-se outra vez para Deus...
Deus levanta um libertador para salvá-los do inimigo...
Com a quebra da opressão, logo eles se rebelam de novo.

No livro de Juízes, o povo passa por esse ciclo sete vezes!

Conheço muitas pessoas que hoje em dia vivem nesse mesmo ciclo. Temos ministrado homens e mulheres que buscam a Deus de todo o coração... contudo estão numa prisão! Mas quando são libertados, rapidamente caem de novo no velho ciclo do pecado.

Satanás trabalha com diversos ciclos de destruição em toda a nossa vida. Ele quer nos prender dentro de ciclos que nos desviem do plano de Deus e nos mantenham derrotados.

A boa notícia é que Deus também atua através de ciclos. Há ciclos que revelam a bondade e o poder de Deus!

No reino natural, há ciclos de plantar e colher. Quando você semeia em boa terra, você colherá muito mais do que semeou. O resultado é multiplicação e crescimento.

Deus usa ciclos para nos elevar a novos níveis de suas bênçãos e provisões. Em Jericó Deus colocou Israel num ciclo de vitória. Deus quer colocar você em ciclos de bênçãos, de amadurecimento e de crescimento. Ele tem hoje para você um ciclo de vitórias. Ele quer que você rompa o ciclo satânico de destruição, e entre no ciclo de bênçãos!

Nas Escrituras, alguns ciclos muito importantes foram estabelecidos por Deus para o seu povo. Esses ciclos têm o propósito de nos levar para mais perto dele, quebrando o poder do inimigo e dando-nos uma revelação cada vez maior de como Ele é bom!

O primeiro desses ciclos é um ciclo semanal, que foi estabelecido por Deus na criação do mundo. Deus nos instruiu para trabalharmos diligentemente por seis dias, e assim, a cada semana, tirarmos o sétimo dia para descanso, para shabatt. Deveria ser um dia especial, um dia separado para descansarmos e alegrarmo-nos com a bondade e as bênçãos do Senhor.

Deus também nos deu um ciclo de vida anual, constituído de uma série de “festas” ou “tempos de encontro”. Estes foram planejados para nos levar, passo a passo, a um caminhar mais profundo com o Senhor, mediante a quebra do poder do inimigo e liberando o poder de Deus em nossa vida.

As Festas Bíblicas fazem parte de um ciclo de vida dados por Deus que, na verdade, constitui um calendário bíblico. Elas não são apenas feriados ou rituais judaicos. Deus as chamou de “tempos de encontro” com Ele! Num sentido bem real, essas festas são “compromissos marcados” com Deus: ocasiões que Ele estabeleceu, ou determinou, para encontrar-se com o seu povo!

O objetivo de Deus foi dar um tratamento espiritual especial ao seu povo em cada um desses encontros. Em conjunto, esses tempos de encontro com Ele formam um ciclo anual com o propósito de levar o povo de Deus a receber bênçãos cada vez maiores. E Ele tem promessas específicas a todos que observarem esses tempos de encontro.

Esses tempos não “morreram”! A Palavra nos diz que esses tempos de encontro são eternos, “para todas as gerações”, e não podem ser mudados. Um dos pecados do anticristo (Dn. 7:25) é que ele “cuidará em mudar os tempos estabelecidos”. Essas festas não são apenas para os judeus. Zacarias promete bênçãos para os gentios que observarem as festas de Deus.

Jesus e seus apóstolos regularmente participavam dessas festas. Ainda, muitos eventos importantes no Novo Testamento ocorreram dentro do contexto das festas:
Jesus foi crucificado na festa da páscoa.
Jesus ressuscitou na festa das primícias(primeiros frutos).
O Espírito desceu durante a festa de pentecostes.

No livro de Atos a Igreja primitiva considerava as festas muito importantes. A Igreja não somente participava desses “tempos de encontro”, mas vemos que até mesmo Paulo planejava o itinerário de suas viagens missionárias levando-os em conta! Atos 20:6-16 nos diz que Paulo navegou, saindo de Filipos, depois dos dias da festa dos Pães Asmos (Páscoa). Paulo levou as festas bíblicas muito a sério. Suas epístolas fazem muitas referências a elas. Mesmo escrevendo para igrejas de gentios, Paulo presumia estar escrevendo para pessoas que celebravam essas festas (I Co. 5:7-8).

Registros da história da Igreja primitiva demonstram que os primeiros crentes celebravam essas festas.

INTRODUÇÃO ÀS FESTAS BÍBLICAS
“Tempos de Encontro” com Deus
Eclesiastes 3:1-6

A Bíblia nos ensina que Deus tem um plano detalhado para a nossa vida. Esse plano inclui importantes tempos, por Ele estabelecidos, através dos quais Ele deseja alcançar certos propósitos para nós.

Alguns são como eventos que ocorrem “uma única vez”. É uma única vez que se nasce e uma única vez que se morre fisicamente.

Outros são “repetitivos”. Ocorrem periodicamente toda vez que se passa por um ciclo. Todo ano novo traz um novo tempo para plantar e um novo tempo para colher.

Alguns desses tempos repetem-se tão regularmente que formam um calendário. O calendário de Deus forma um ciclo anual por Ele planejado para romper a opressão do inimigo e levar-nos a usufruir de um novo modo as bênçãos de Deus a cada ano.

São três os principais “tempos de encontro” com Deus, por Ele estabelecidos no seu calendário. Êxodo 23:14-17 os descreve da seguinte forma:

Três vezes por ano vocês me celebrarão festa...
· Celebrem a festa dos pães sem fermento... (da Páscoa, celebrada no início do outono do Brasil: março ou abril)
· Celebrem a festa da colheita dos primeiros frutos... (de Pentecostes, celebrada no final do outono: maio ou junho)
· Celebrem a festa do encerramento da colheita... (dos Tabernáculos, celebrada na primavera: em setembro ou outubro)
Três vezes por ano todos os homens devem comparecer diante do Senhor, o Soberano.

A Festa da Páscoa dá início ao calendário bíblico. Ela marca o primeiro mês do ciclo da redenção de Deus. É na verdade um agrupamento de três festas relacionadas entre si, que são a páscoa, pães asmos e a dedicação dos primogênitos.

A Páscoa representa a remissão do pecado e a purificação da impureza, que são sempre os primeiros passos para nos aproximarmos de Deus! Temos de estar “cobertos pelo sangue” de um sacrifício de expiação e lavados de toda impureza para podermos entrar na presença de Deus.

A Festa dos Pentecostes ocorre no terceiro mês. É uma tríplice celebração de agradecimento a Deus por suas bênçãos através da colheita (a provisão física de Deus), da Palavra (a entrega da Torá no Monte Sinai) e do Espírito Santo (o derramar do seu poder em Atos 2).

O Pentecostes é a celebração da provisão de Deus para nós. A festa da colheita do trigo representa a provisão física. A entrega da Torá representa a provisão da revelação dada por Deus. Torah significa “ensinamento de Deus”. Deus não nos deixou no escuro. Ele revelou o seu coração e a sua natureza através da sua Palavra. O derramar do Espírito completa a provisão de Deus através do derramar do seu poder. No Pentecostes celebramos toda a experiência da abundância de Deus. Depois do Pentecostes vem um longo intervalo, até a chegada da Festa dos Tabernáculos. Tabernáculos é a celebração da Glória de Deus. Representa a alegria de habitar na presença Deus.

A Festa dos Tabernáculos é celebrada no sétimo mês e é um agrupamento de três eventos relacionados: a Festa das Trombetas, o Dia da Expiação e a Festa dos Tabernáculos.

É interessante que as três festas correspondem aos três átrios no Tabernáculo de Moisés. O Tabernáculo pode ser representado pelo seguinte diagrama:

ATRIO EXTERNO: Foco na Redenção e na Purificação.
LUGAR SANTO: Foco na Abundante Provisão.
(VÉU)
SANTO DOS SANTOS: Foco em Habitando na Glória de Deus.

No átrio externo do Tabernáculo acha-se o altar de bronze para o sacrifício, e o propiciatório de ouro. O átrio externo era o lugar da redenção e purificação. Antes de se aproximar de Deus, os pecados tinham que ser cobertos, e as impurezas, purificadas.

No átrio interno, ou Lugar Santo, era a celebração da provisão de Deus. A mesa do pão da proposição era um reconhecimento da abundante provisão de Deus para as nossas necessidades físicas. O candelabro (menorah) de sete lâmpadas representava a provisão do Espírito Santo, liberando luz à nossa vida, e o altar de incensos representava o acesso a Deus através da oração.

Em seguida aos dois primeiros átrios havia uma barreira: o véu. O véu era uma cortina bem grossa que separava do povo o átrio interior. Somente o sumo sacerdote podia ultrapassar esse véu, e isso somente uma vez por ano. Naquele dia, após um cuidadoso preparo, o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos, passando pelo véu.

O Santo dos Santos era o lugar onde a glória de Deus habitava em meio ao seu povo. Ali é que Deus manifestava a sua presença de uma maneira tangível, liberando bênçãos para a terra.

Esse ciclo de “tempos de encontro” com Deus foi planejado para nos transportar, a partir do átrio externo, passando por todos os estágios de preparo, para finalmente entrarmos na incrível experiência da glória de Deus.

Por que isso é importante? Porque viver no mundo é como estarmos descendo numa escada rolante, rodeados por tentações e influências que procuram afastar-nos de Deus! Se não nos esforçarmos, com toda a nossa disposição, para dele nos aproximarmos, a tendência natural é nos distanciarmos de Deus cada vez mais.

Os “tempos de encontro” com Deus tiveram o propósito de nos colocar numa escada rolante, mas subindo! A cada ano eles nos fazem passar pelos passos que nos levam para mais perto de Deus.

Interessante, ainda, é que o ciclo de festas anuais é também uma representação da história da Igreja.

A páscoa representa o ministério de Jesus. Seu ministério na terra trouxe redenção e purificação, e assim a humanidade pôde entrar na presença de Deus. Ele pagou o preço da nossa redenção na Páscoa, morrendo como o perfeito Cordeiro pascal.

O Pentecostes representa a Igreja primitiva, que teve início com o derramar do Espírito Santo no dia de Pentecostes. Em seus primeiros séculos, a Igreja teve a provisão e o poder de Deus liberados com abundância. Então veio a idade das trevas. Nesse período a Igreja perdeu muitos dos maravilhosos tesouros que Jesus lhe havia dado, e transformou-se numa organização política, com muita corrupção, com pouca evidência do poder espiritual que Deus tinha pretendido para ela.

Após a Idade das Trevas, o Espírito Santo iniciou um processo de restauração na Igreja, o qual ainda não terminou. Deus está agora preparando a sua noiva para o seu retorno. Ele está trabalhando para restaurar tudo que foi perdido, para que a Igreja dos últimos dias seja refulgente com a sua Glória quando Ele voltar.

Creio que a festa mais importante para a Igreja nos dias à nossa frente é a festa dos Tabernáculos. A Igreja dos últimos dias experimentará a presença de Deus como nunca antes, e manifestará a glória de Deus na terra.

O ciclo anual das festas não objetiva somente aproximar-nos de Deus; visa ainda “romper” a opressão do inimigo.

Creio que esse ciclo tem o propósito de nos dar uma nova experiência de libertação, a cada ano. Muitos princípios-chave de libertação fazem parte da celebração dessas festas. Para aqueles que delas participarem, não como rituais, mas como momentos de um real encontro com Deus, o resultado será que se libertarão, cada vez mais, de toda opressão de Satanás!

O ciclo anual de festas é também um roteiro para alcançarmos o avivamento. O sétimo mês do calendário bíblico começa com uma contagem regressiva de quinze dias para nos conduzir à presença de Deus. Sendo assim, o sétimo mês nos leva a quatro passos-chave para o avivamento, a cada ano.

Esses passos são:

A Festa da Trombetas – Um “Toque de despertar” de Deus! “Toquem as trombetas em Sião; dêem o alarme no meu santo monte” (Joel 2:1).

Os Dias de Temor – Um tempo de buscarmos a Deus e permitir que Ele revele qualquer obstáculo em nossa vida. “Então me invocareis, passareis a orar a mim e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr. 29:12-13).

O Dia da Expiação – Um tempo de confessar todo pecado de que se tenha conhecimento e remover os obstáculos à nossa vida vitoriosa. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça” (I João 1:9).

A Festa dos Tabernáculos – Uma alegre celebração da Glória de Deus. “Tendo Salomão acabado de orar... a glória do Senhor encheu a casa. Os sacerdotes não podiam entrar... porque a glória do Senhor tinha enchido a Casa do Senhor” (2 Cr. 7:1-2).

Esses tempos festivos foram determinados por Deus para nos levar anualmente a uma experiência de avivamento.

Com referência a esses “tempos de encontro” com Deus, temos um problema. Sabemos tudo sobre nossos feriados tradicionais, como festejar o Dia da Independência, aniversários, a passagem de ano etc. Esses dias fazem parte da nossa cultura e da nossa vida. Mas, com respeito aos “tempos de encontro” com Deus, somos ignorantes. Não compreendemos esses tempos que Deus estabeleceu para ter um encontro conosco!

Não sabemos o que são os “tempos de encontro” com Deus! Não sabemos quando eles ocorrem! Muitos de nós não têm a mínima idéia de como celebrar esses tempos de forma a alcançar os propósitos de Deus!

Por isso devemos ver esses “tempo de encontro” com Deus não como rituais legalistas, não como um novo grupo de dias festivos, e não como celebrações “judaicas” tradicionais, mas como compromissos que temos, marcados com Deus!

Robert D. Heidler: Ciclos de Deus – Celebrando as Festas Bíblicas, SP: Editora Ministério Ágape Reconciliação, 2007.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Carta de Marina Silva se desfiliando do PT


Brasília, 19 de agosto de 2009

Caro companheiro Ricardo Berzoini.

Tornou-se pública nas últimas semanas, tendo sido objeto de conversa fraterna entre nós, a reflexão política em que me encontro há algum tempo e que passou a exigir de mim definições,diante do convite do Partido Verde para uma construção programática capaz de apresentar ao Brasil um projeto nacional que expresse os conhecimentos, experiências e propostas voltados para um modelo de desenvolvimento em cujo cerne esteja a sustentabilidadeambiental, social e econômica.

O que antes era tratado em pequeno círculo de familiares, amigos ecompanheiros de trajetória política, foi muito ampliado pelo diálogo com lideranças e militantes do Partido dos Trabalhadores, acujos argumentos e questionamentos me expus com lealdade e atenção.Não foi para mim um processo fácil. Ao contrário, foi intenso, profundamente marcado pela emoção e pela vinda à tona de cada momento significativo de uma trajetória de quase trinta anos, naqual ajudei a construir o sonho de um Brasil democrático, com justiça e inclusão social, com indubitáveis avançosmaterializados na eleição do Presidente Lula, em 2002.

Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o Partido dos Trabalhadores. É uma decisão que exigiu de mim coragem para sair daquela que foi até agora a minha casa política e pela qual tenho tanto respeito, mas estou certa de que o faço numa inflexão necessária à coerência com o que acredito ser necessário alcançar como novo patamar de conquistas para os brasileiros e para a humanidade.

Tenho certeza de que enfrentarei muitas dificuldades,mas a busca do novo, mesmo quando cercada de cuidados para não desconstituir os avanços a duras penas alcançados, nunca é isenta de riscos.Tenho a firme convicção de que essa decisão vai ao encontro do pensamento de milhares de pessoas no Brasil e no mundo, que há muitas décadas apontam objetivamente os equívocos da concepção do desenvolvimento centrada no crescimento material a qualquer custo, com ganhos exacerbados para poucos e resultados perversos para a maioria,ao custo, principalmente para os mais pobres, da destruição de recursos naturais e da qualidade de vida.

Tive a honra de ser ministra do Meio Ambiente do governo Lula e participei de importantes conquistas, das quais poderia citar, atítulo de exemplo, a queda do desmatamento na Amazônia, a estruturação e fortalecimento do sistema de licenciamento ambiental, a criação de 24 milhões de hectares de unidades de conservação federal, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro.

Entendo, porém, que faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas. É evidente que a resistência a essa mudança de enfoque não é exclusiva de governos. Ela está presente nos partidos políticos em geral e em vários setores da sociedade, que reagem a sair de suas práticas insustentáveis e pressionam as estruturas públicas paramantê-las.

Uma parte das pessoas com quem dialoguei nas últimas semanas perguntou-me por que não continuar fazendo esse embate dentro do PT. E chego à conclusão de que, após 30 anos de luta socio ambiental noBrasil – com importantes experiências em curso, que deveriam ganhar escala nacional, provindas de governos locais e estaduais, agências federais, academia, movimentos sociais, empresas,comunidades locais e as organizações não-governamentais – é o momento não mais de continuar fazendo o embate para convencer o partido político do qual fiz parte por quase trinta anos, mas sim o do encontro com os diferentes setores da sociedade dispostos a se assumir, inteira e claramente, como agentes da luta por um Brasil justo e sustentável, a fazer prosperar a mudança de valores eparadigmas que sinalizará um novo padrão de desenvolvimento para oPaís.

Assim como vem sendo feito pelo próprio Partido dosTrabalhadores, desde sua origem, no que diz respeito à defesa da democracia com participação popular, da justiça social e dos direitos humanos.

Finalmente, agradeço a forma acolhedora e respeitosa com que me ouviu, estendendo a mesma gratidão a todos os militantes e dirigentes com quem dialoguei nesse período, particularmente a Aloizio Mercadante e a meus companheiros da bancada do Senado, que sempre me acolheram em todos esses momentos. E, de modo muitoespecial, quero me referir aos companheiros do Acre, de quem não me despedi, porque acredito firmemente que temos uma parceria indestrutível, acima de filiações partidárias.

Não fiz nenhum movimento para que outros me acompanhassem na saída do PT, respeitando o espaço de exercício da cidadania política de cada militante. Não estou negando os imprescindíveis frutos das searasj á plantadas, estou apenas me dispondo a continuar as semeaduras em outras searas.

Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos.

Saudações fraternas.

Marina Silva